Quem esteve em Woodstock, sabe do que estou falando.
Aqueles dias de protesto pacífico e contundente contestação são, até hoje, motivo de orgulho para quem viveu na época, e tenta passar esse legado para a geração atual.
Infelizmente, bons tempos não voltaram mais.
As drogas são outras, matam mais rápido e causam menos dor. A luta pelo direito de se vestir como se queira foi trocada não faz mais sentido. Deve-se vestir o que a moda manda, sem contestação. A música caiu no mainstream, o Che caiu no clichê. A ideologia quer alguém pra viver. A cor dos olhos tomou o lugar do brilho no olhar, o ver-de do dinheiro tomou o lugar do ver-de perto, bem de perto, a imagem que se forma no espelho e refletir: será que aquilo é a mesma pessoa que está parada do lado de cá do dioptro?
A juventude está morrendo espiritualmente. O ímpeto de romper paradigmas, ainda que fabricados ou inexistentes, cria a ilusão do "vanguardismo" enquanto manda todos os "vanguardistas" em fila indiana rumo à prensa comportamental. É triste ver como a maioria esmagadora dos adolescentes enxergam os desafios da vida como uma realidade bem distante de seu glamour.
E se um mundo melhor não tiver mais esperança em mim, então é melhor que eu envelheça, morra e apodreça bem rápido.
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